O Retorno de Jedi

("The Return of the Jedi", 1983, Dir.: Richard Marquand)



Por que "O Retorno de Jedi"? Por que não o revolucionário "Guerra nas Estrelas"? Por que não o impecável "O Império Contra-Ataca"? Por que, na hora de homenagear a saga mais querida do cinema, escolher justamente o pior da trilogia clássica, o filme dos Ewoks? A resposta é simples: foi o primeiro que vi e foi no cinema. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, mas sabia que aquilo era muito, muito legal. Como o Han Solo foi congelado em carbonita? Não importa. Que louco o cara ali congelado por tanto tempo, esperando o resgate dos amigos. Ao contrário do resto da humanidade, aprendi que o Luke era filho do Darth Vader sem nenhum impacto, foi apenas uma informação a mais. Mas a primeira visão de um sabre de luz, rapaz... não há nada no mundo que estrague esse momento.

O Homem Elefante

("The Elephant Man", 1980, Dir.: David Lynch)



Pelo menos você não tem câncer. Essa é a frase clichê que os falsos sábios usam para te dar uma lição de moral quando você reclama de alguma bobagem da sua vida. É a piada do pavê das lições de moral, é apelativa, mas lá no fundo faz algum sentido. Talvez você esteja mesmo reclamando demais. Talvez sua vida não seja tão ruim assim. Talvez seja ok colocar seus dilemas em perspectiva de vez em quando. Mesmo que isso não resolva seu problema, saiba que tem alguém passando por dificuldades piores neste momento. Pelo menos você tem saúde. Pelo menos você tem o que comer. Pelo menos você não é cego. Pelo menos você tem uma família. Pelo menos você tem um emprego.

Conta Comigo

("Stand By Me", 1986, Dir.: Rob Reiner)



Você pode ver "Conta Comigo" na idade de seus personagens, mostrados em flashback entre os 12 e 13 anos, e considerá-lo uma aventura sobre uma turma de amigos em busca de um cadáver. E você pode vê-lo próximo da idade do seu narrador, um homem adulto recordando os amigos de uma infância distante. Já passei pelas duas experiências e cada uma tem o seu valor, só que a segunda é muito mais melancólica. Porque quando você é criança você acha que aqueles amigos vão durar para sempre, que a história do filme não vai acontecer com você. E ela acontece.

RoboCop - O Policial do Futuro

("RoboCop", 1987, Dir.: Paul Verhoeven)



Um título irresistível, com todo o jeitão de filme vagabundo ou daquelas séries da Sessão Aventura. A promessa de ultraviolência proibida para menores, com muito sangue, membros decepados, vilões derretendo em ácido. Um personagem com design arrojado, um C3PO com cara de mau, um Exterminador do Futuro programado para ser o Dirty Harry, um Homem de Ferro dark, um super-herói que te convence ao primeiro olhar. É só ver o cartaz do filme e você já sabe do que se trata: é um tira andróide, é o RoboCop.

Antes do Amanhecer

("Before Sunrise", 1995, Dir.: Richard Linklater)



Toda geração tem seu filme romântico definitivo, aquele que transcende a barreira da água com açúcar ou da mera comédia romântica juvenil, estabelecendo uma linha de comunicação direta com um público de uma certa idade, que tem um certo tipo de interesse e um comportamento em comum. De preferência com um final melancólico, como "Casablanca" nos ensinou. Não sei se é exclusividade da minha geração adolescente nos anos 90, a década do grunge, mas finais felizes sempre parecem uma traição. Um final feliz joga na sua cara que aquilo ali é só um filme. Você sabe que na vida real não é bem assim. Por mais feliz que seja sua história de amor, sempre existe o dia seguinte. Aquilo que acontece depois dos letreiros é sempre uma incógnita, ninguém vive feliz para sempre porque ninguém é feliz o tempo todo. A menos, é claro, que você seja um bobo alegre.

Um Drink no Inferno

("From Dusk Till Dawn", 1996, Dir.: Robert Rodriguez)



Tendo passado a adolescência, completado 18 anos e entrado na faculdade nos anos 90, posso dizer que acompanhei de perto o auge do grunge, a Era Telê no São Paulo e a ascensão de Quentin Tarantino. "Cães de Aluguel" e "Pulp Fiction" marcaram época e podem ser considerados obras-primas, é verdade, mas foi com o roteiro de "Um Drink no Inferno" que o ex-balconista de locadora me conquistou de verdade. Pois foi nessa mistura de policial e terror quase sempre ignorada pelos adoradores mais intelectualizados do cineasta que ele falou a minha língua, o verdadeiro idioma do rato de locadora, como se estivesse fazendo um filme entre amigos só para outros amigos entenderem. Tarantino é o cineasta da piada interna que todo mundo gosta de dizer que entendeu, apesar de poucos entenderem de fato.

Caçadores de Emoção

("Point Break", 1991, Dir.: Kathryn Bigelow)



Não sou, nunca fui e não pretendo ser surfista. Nunca fui sequer rato de praia, desses que encaram oito horas de congestionamento em cada feriado para descer a serra. Minha ligação com o surf se resume a algumas pranchas de isopor usadas em férias de verão na infância e um álbum de figurinhas que eu completei, mas não consigo me lembrar nem por que diabos comecei a colecionar. Acho que eu gostava das paisagens. Quem não gosta? Independente das preferências na hora de viajar, todo mundo reconhece a beleza de uma praia, a força das ondas, a imponência do mar. E quase todo mundo deve ter tido aqueles 15 minutos de surfista, aquele tombo na prancha, aquele isopor ralando a barriga, aquele jacaré desajeitado até a margem.

Um Corpo Que Cai

("Vertigo", 1958, Dir.: Alfred Hitchcock)



No livro em que François Truffaut entrevista Alfred Hitchcock, o francês diz ao inglês que seus filmes parecem sonhos. Além da atmosfera onírica, havia uma lógica dos sonhos, de um homem sozinho cercado por coisas hostis. Hitch responde que seus filmes são devaneios diúrnos. Se o mundo dos sonhos é o mundo da solidão, dos perigos e dos desejos reprimidos, natural que o Mestre do Suspense se sinta a vontade por ali. “É provável que seja eu no interior de mim mesmo”, ele diz a Truffaut para encerrar a questão. Fato é que todo cineasta com algo a dizer vai buscar no seu próprio interior, nos seus demônios mais escondidos, o material que vai transformar em filme. Na obra de Hitchcock isso é tão evidente que ele até aparece fisicamente nela, um pequeno demônio dentro do seu próprio sonho, disfarçado de participação especial. Quando a sua figura redonda e simpática aparece despretensiosamente passando pela tela, é como se ele piscasse para nós e dissesse “lembre-se que este sonho é meu, mas eu deixo você apreciá-lo”. Tudo porque Hitch era um gordinho medroso com problemas de sexualidade e um talento artístico quase sobrenatural. “Um Corpo Que Cai” é o seu melhor devaneio diúrno, capaz de causar pesadelos e de se tornar uma obsessão para o resto da vida.

Era Uma Vez no Oeste

("Once Upon a Time in the West/C'era una volta il West", 1968, Dir.: Sergio Leone)



Existem filmes bons, filmes importantes, filmes queridos da vida... e existe "Era uma vez no Oeste". Provavelmente o meu filme favorito por muitos motivos que vão além da incontestável qualidade artística do mesmo. Assisti pela primeira vez ainda criança, programando o videocassete pra gravar de madrugada graças às indicações dos guias de cinema da Nova Cultural (do Rubens Ewald Filho) e do caderno Ilustrada da Folha (do Inácio Araújo), que eu seguia religiosamente na época. Se estava no top 10 de seu respectivo gênero no guia, eu tinha que ver. Se tinha carinha feliz na avaliação da Ilustrada, eu tinha que ver. Porém, mais do que os críticos renomados, vi "Era uma vez no Oeste" principalmente graças à indicação do meu pai, grande admirador de um bom faroeste. Posso dizer que esse filme é "o nosso filme".

Os Goonies

("The Goonies", 1985, Dir.: Richard Donner)



As minhas férias de verão na infância incluiam sempre uma viagem à praia com uma breve passagem por São Paulo, normalmente na casa do meu tio que mora até hoje em Moema – o que significa que o Shopping Ibirapuera estava sempre incluso no roteiro. Numa dessas breves passagens, minha prima indicou um filme divertido pra gente ver no cinema. Se não me engano, foi quando quebrei o cotovelo numa brincadeira mal sucedida no litoral e tive que abreviar as férias em um hospital paulistano. Diante desse cenário, o que poderia ser melhor para um moleque de 8 anos com o braço quebrado e as férias interrompidas do que ver "Os Goonies" no cinema?

O Exorcista

("The Exorcist", 1973, Dir.: William Friedkin)



O mestre Yoda nos ensinou que o medo é o caminho para o lado negro. A gente passa a vida toda enfrentando o medo e ele sempre volta em novos formatos, deixa traumas. Não lembro de muita coisa da minha pré-escola, mas lembro bem do pavor que me provocou uma ilustração do Lobo Mau em um daqueles livrinhos infantis que têm por função ensinar o medo para as crianças. Porque o medo é necessário na vida. Superá-lo, principalmente. Tem gente com medo de escuro, palhaços, borboletas, assombrações, baratas, de botar o pé pra fora de casa. Eu, depois de superar o tal Lobo Mau, tive medo do demônio.

Quase Famosos

("Almost Famous", 2000, Dir.: Cameron Crowe)



"É um texto cabeça sobre um grupo médio lutando contra suas próprias limitações sob o duro olhar do estrelato".

"Quase Famosos" foi o filme certo na hora certa. Como se sabe, apesar de romanceado, o filme é autobiográfico. Cameron Crowe de fato foi o jornalista prodígio que cobriu uma turnê do Led Zeppelin ainda na adolescência para a revista Rolling Stone. Eu não fiz nada disso, mas faz parte da magia do cinema você colocar grandes histórias na perspectiva do seu microcosmo particular.

Ruas de Fogo

("Streets of Fire", 1984, Dir.: Walter Hill)



Não dá pra prever o sucesso. Às vezes você ama um filme à primeira assistida e espera que todo o resto da humanidade te acompanhe, mas isso nem sempre acontece. Quando vi "Ruas de Fogo" pela primeira vez na Tela Quente, lá pelo final dos anos 80, eu tinha certeza absoluta de que seu impacto na escola no dia seguinte seria o mesmo de "Top Gun", que havia passado pouco tempo antes: meninas histéricas apaixonadas pelo mocinho, meninos malucos pela enorme quantidade de atrativos masculinos como motos, tiros, socos e uma mocinha gostosa. Mas nada disso aconteceu. Ninguém veio comentar comigo sobre o filme. Enquanto eu havia passado por uma experiência divisora de águas, o resto da humanidade parecia nem sequer ter notado a existência do filme. Passou batido. Senti o fracasso na pele. Levei para o lado pessoal. Senti como se eu tivesse feito meu filme perfeito, com tudo de legal que eu poderia imaginar, e o mundo o tivesse ignorado.

A História Sem Fim

("The Neverending Story", 1984, Dir.: Wolfgang Petersen)



Só no cinema, eu vi "A História Sem Fim" nada menos do que quatro vezes. Entre viagens a Campinas e revisões em Leme, lembro até do dia em que fui tentar ver "Máquina Mortífera" (três anos depois) e, barrado pela censura, peguei uma reprise da "História" na outra sala lemense. Isso porque, obviamente, nunca é demais voltar para Fantasia.

Blade Runner - O Caçador de Andróides

("Blade Runner", 1982, Dir.: Ridley Scott)



Mais cedo ou mais tarde, todo mundo passa por momento de autodescoberta na vida. É o fim da inocência. Quando você descobre que Papai Noel não existe, que todos que você ama um dia irão morrer, que o mundo pode não ser exatamente aquilo que você imagina. É quando você se olha no espelho e se pergunta: afinal, quem sou eu?

Alien - O 8º Passageiro

("Alien", 1979, Dir.: Ridley Scott)



Ao contrário da grande maioria das séries do cinema, cada filme da série "Alien" tem uma personalidade diferente, de acordo com seu diretor. Sei lá se alguém planejou que seria assim, mas acabou sendo. "Aliens - O Resgate" é uma ficção de ação no melhor estilo "O Exterminador do Futuro", por causa do James Cameron. "Alien³" é um suspense claustrofóbico muito melhor que o posterior "O Quarto do Pânico", também de David Fincher. "Alien - A Ressurreição" é... bem, eu só consigo me lembrar das barbaridades cometidas pelo Jean-Pierre Jeunet, como aquele bebê híbrido de alien e humano, então deve ser mesmo a "Amélie Poulain" da série. Mas tudo começou com Ridley Scott em 1979 no filme que definiu as regras do jogo: "Alien - O 8º Passageiro". Como Scott ainda não era tão conhecido na época (tinha feito apenas "Os Duelistas" dois anos antes), não dá pra dizer que havia um estilo autoral ali. Mas, olhando hoje, eu definiria "Alien" como um filme de monstro, um filme de terror. Um filme B que deu certo.

E.T. - O Extraterrestre

("E.T. - The Extra-Terrestrial", 1982, Dir.: Steven Spielberg)



Em 1982 eu tinha 5 anos. Não lembro se já tinha ido ao cinema antes. Talvez sim, provavelmente alguma coisa dos Trapalhões. Mas minha primeira lembrança de cinema é na extinta sala do Shopping Ibirapuera, em São Paulo, vendo "E.T. - O Extraterrestre". Havia muita fila: o filme era um fenômeno, a maior bilheteria de todos os tempos, ganhou até capa da revista Veja. Foi lançado em junho nos EUA, mas só chegou no Brasil em dezembro, dando muito tempo de aumentar as expectativas. Vim de Leme pra São Paulo com a minha família pra ver. A fila durava horas. Lembro perfeitamente de ter dormido nela, reclamado, chorado. Meus pais me compraram um bonequinho do E.T. que eu tenho até hoje - minha maior relíquia cinematográfica, sem dúvida. Eu não tenho palavras pra descrever a sensação que tive quando o filme finalmente começou. Foi como se minha vida estivesse começando naquele momento - pelo menos a vida da qual consigo me lembrar. Por isso cada fotograma de "E.T." funciona como uma regressão, uma volta à infância, um recomeço de vida, algo assim, místico. A crítica costuma classificá-lo como "fantasia escapista", mas pra mim nada é mais real do que esta sensação.

Alta Fidelidade

("High Fidelity", 2000, Dir.: Stephen Frears)



Em 1999, eu havia acabado de terminar um mini-curso de cinema e comecei a escrever um roteiro de curta-metragem com meu amigo Hebert. O nome do projeto era "3 Doses" e, como toda obra de iniciante, era bastante autobiográfica. Falava sobre amizades e desilusões amorosas. Para tentar explicar exatamente o sentido das desilusões do filme, eu escrevi "A Teoria Pedestáltica", um pequeno texto sobre amores não-correspondidos exemplificado com uma porção de músicas. Começava com "Creep" do Radiohead e por aí ia embora. Todas as canções versavam sobre o mesmo tema: colocar uma pessoa no pedestal (daí o título, criado por outra amiga, a Thais). O pessoal gostou bastante daquilo. O curta não passou do primeiro - e fracassado - dia de filmagem, mas eu creio que os atores pegaram o espírito da coisa mais por causa do texto e da fitinha K7 que o acompanhava do que por nossa pouca experiência como diretores de atores. O "3 Doses" tentou virar longa, livro, qualquer outra coisa, mas acabou virando apenas lembrança de uma época boa, depois que cada um dos envolvidos tomou seu rumo. Já a Teoria, um spin-off do roteiro, cresceu, desenvolveu-se, ganhou vida própria e foi parar na internet em 2001, onde permanece até hoje encontrando seguidores mal amados mundo afora.

Os Intocáveis

("The Untouchables", 1987, Dir.: Brian DePalma)



Minha concepção de perfeição no cinema não está necessariamente relacionada ao valor artístico, técnico ou histórico do filme. Ao meu ver, um filme perfeito é aquele que tem uma série de sequências antológicas, memoráveis, clássicas, daquelas irresistíveis que fazem você parar ao zapear pelos canais da TV. Sempre que penso nisso, o primeiro exemplo que me vem à cabeça é "Os Intocáveis". Tem a cena da escadaria, tem a cena do tribunal, tem a cena da ponte canadense, tem a cena do assassinato de Malone, enfim... escolha sua favorita. São muitas cenas grandiosas, uma atrás da outra. Nada ali é descartável, nenhum momento poderia ser melhorado. Começo, meio e fim com a mais apurada técnica cinematográfica.

Top Gun - Ases Indomáveis

("Top Gun", 1986, Dir.: Tony Scott)



Quando você diz que ouve Bob Dylan e Radiohead e seus filmes preferidos são "Era uma vez no Oeste" e "Um corpo que cai", você adquire uma certa reputação. As pessoas confiam em você, no seu julgamento, no seu gosto, na sua opinião sobre as coisas. Quando na sequência você diz que Bon Jovi e "Top Gun" estão no mesmo nível de preferência dentro do seu coração, sua reputação se torna decepção. As pessoas olham pra você com um misto de incompreensão e pena, como se você tivesse uma doença terminal, ou como se você largasse a faculdade de direito no último ano pra abrir um boteco na praia. Eu sei, eu convivo com esse olhar de reprovação a vida toda. Já me acostumei com ele. Na verdade eu já espero esse olhar das pessoas. O gosto para filmes e músicas é algo bastante particular e não cabe a mim explicar como isso funciona dentro da cabeça do ser humano. Algumas coisas simplesmente batem de um jeito diferente em cada um. A época, o contexto, o que você comeu no almoço, tudo interfere e influencia na forma como aquilo vai se consolidar (ou não) na sua vida dali pra frente. Pensando assim, questões como qualidade artística ou opinião crítica são completamente irrelevantes. E pensando assim, desconfie de quem diz que seu filme preferido é "Cidadão Kane" e sua banda preferida é Beatles. Você tem que ir além do que foi predeterminado pra você gostar nessa vida. Essa é a graça da coisa toda.

Os Caçadores da Arca Perdida

("Raiders of the Lost Ark", 1981, Dir.: Steven Spielberg)



Eu tinha 10 anos quando meu pai comprou nosso primeiro videocassete. Naquela época eu já tinha meu interesse por cinema, recortava fotos de filmes dos jornais, ia ao cinema de vez em quando. Mas o videocassete foi um divisor de águas, abriu as portas para um novo mundo cheio de possibilidades. Além dos filmes locados, eu podia gravar qualquer coisa que passasse na TV, em qualquer horário, de graça, para ver e rever depois. Mais ou menos na mesma época, a Globo lançou a Tela Quente nas noites de segunda-feira. Ainda me lembro bem da vinheta que anunciava a primeira safra de filmes do programa: a primeira sessão foi no dia 7 de março de 1988, "O Retorno de Jedi". A segunda, "Os Caçadores da Arca Perdida".