A História Sem Fim

("The Neverending Story", 1984, Dir.: Wolfgang Petersen)



Só no cinema, eu vi "A História Sem Fim" nada menos do que quatro vezes. Entre viagens a Campinas e revisões em Leme, lembro até do dia em que fui tentar ver "Máquina Mortífera" (três anos depois) e, barrado pela censura, peguei uma reprise da "História" na outra sala lemense. Isso porque, obviamente, nunca é demais voltar para Fantasia.


Que me desculpem todos os esforços da Disney e de seus similares, mas "A História Sem Fim", uma co-produção norte-americana e alemã, é o meu filme infantil preferido desde sempre, e talvez o principal responsável por eu ser, digamos, uma criança grande até hoje. Junto com "Labirinto" e vários filmes do Spielberg, ele ensinou a muitas crianças dos anos 80 que a fantasia não só é legal, mas também necessária. E também mostrou mais uma vez que existem valores na arte escapista, aproveitando um tema que não sai de moda desde os tempos de "O Mágico de Oz" e nunca vai sair. Pelo menos enquanto houver criança numa sala de cinema.

Brinquei muito de Atreyu quando moleque, usando um arco-e-flecha adaptado, porque naquela época os marketeiros do Harry Potter ainda estavam engatinhando. Era meu personagem preferido ao lado do Menino Biônico (hoje conhecido como Astro Boy). Por algum mistério divino, nunca li o livro que deu origem ao filme. Na faculdade, eu e meus amigos fizemos um trabalho de psicologia sobre o filme e tiramos nota 10. Foi provavelmente o trabalho mais fácil de toda a faculdade, porque está tudo lá, descarado, você não precisa ser perito em Freud para sacar. E finalizando os marcos sentimentais da obra, me lembro bem do advogado picareta de Homer Simpson dizendo que processou os produtores do filme já que a história tinha, sim, um fim. Uma das minhas piadinhas preferidas dos Simpsons de todos os tempos.

"A História Sem Fim" abre com a clássica música tema de Giorgio Moroder (presente em 90% das trilhas de sucesso da época, como "Flashdance" e "Top Gun"), cantada por um one hit wonder chamado Limahl. O filme começa, literalmente, nas nuvens. Logo na primeira cena, Bastian acorda de um sonho, olha para o retrato da mãe ao lado e logo depois fecha o livro que estava lendo na noite anterior. Poucos segundos e já está tudo definido: o menino interpretado com perfeição por Barret Oliver perdeu a mãe recentemente e se entrega de corpo e alma à literatura para fugir dos problemas desse nosso mundo cruel. Bastian poderia ser o melhor amigo do Elliott de "E.T.", que sofria com a ausência do pai. Porém, mãe é mãe. Freud explica. Bastian ainda é filho único, apanha todo dia na escola e seu pai engravatado não é lá uma figura muito acolhedora.

No café da manhã, o pai se limita a transmitir as broncas vindas da escola. Bastian desenha unicórnios durante as aulas, quer aprender equitação mas foge da natação e vai muito mal em matemática - certamente a matéria menos "fantasiosa" já criada pelo ser humano. Então antes de virar as costas e ir para o trabalho, seu pai sentencia: é hora de tirar a cabeça das nuvens e colocar os pés no chão. Em outras palavras, é hora de encarar os problemas e crescer.

Mas os problemas de Bastian não são tão simples de se resolver. Fugindo dos bullies a caminho da escola, ele se refugia em uma livraria velha e empoeirada, cujo dono odeia crianças. O velho manda ele ir jogar fliperama, mas Bastian desfila seu vasto repertório literário (todos livros de fantasia) e ganha o seu respeito. O velho rabugento está lendo um livro misterioso que, segundo ele, não é seguro como os outros. Ao sair para atender o telefone, fica feliz de notar que Bastian levou o livro emprestado na surdina - sinal de que o garotinho já adquiriu alguma coragem desde que entrou ali.

Atrasado para a aula, Bastian se tranca no porão da escola e começa a ler o misterioso livro chamado "A História Sem Fim". Anos antes de fadas e gnomos virarem carne de vaca graças a "O Senhor dos Anéis" e "Harry Potter", somos apresentados a algumas das criaturas que vivem no mágico reino de Fantasia: o Gigante de Pedra que parece João Havelange e saboreia rochas com a sabedoria de um sommelier, o anão com seu caracol de corrida e o furão com seu morcego asa-delta. Todos estão a caminho da Torre de Marfim, lar da Imperatriz, fugindo de uma força devastadora conhecida como Nada. O Nada é simplesmente nada. Alguém explica: se fosse um buraco, seria alguma coisa. Mas não é nada. Se fosse hoje, teria conotação ecológica. No caso de Fantasia, a sustentabilidade é muito mais intimista.

O roteiro de "A História Sem Fim" não esconde o jogo. Os próprios nomes definem a metáfora: Fantasia está acabando e, quando Fantasia acabar, só vai sobrar o Nada. O fim da fantasia é o fim da inocência, da imaginação, da esperança, dos sonhos da infância. O Nada é o apocalipse que se aproxima como uma tempestade, e devo confessar que há 25 anos eu evoco o Nada quando vejo uma tempestade muito feia vindo lá do horizonte.

Na Torre de Marfim, representantes de várias cantos de Fantasia estão reunidos em busca de respostas. Mas a Imperatriz está morrendo junto com todo o reino e só um guerreiro predestinado pode salvá-los: Atreyu, o arqueiro do Povo da Planície. Só que Atreyu é apenas um garotinho e ninguém bota muita fé nele. Só Bastian. Do lado de lá do livro, ele se identifica com Atreyu. Do lado de cá da tela, nós nos identificamos com Bastian. Isso porque "A História Sem Fim" não é só uma aula de psicologia, mas também um exercício de metalinguagem. Muitos anos antes de "O Mundo de Sofia". Sozinho, sem armas, contando apenas com um amuleto chamado Auryn e seu fiel cavalo Artax, Atreyu parte em sua missão, em uma cavalgada épica. Adoro cavalgadas épicas. E quem mais poderia salvar Fantasia, se não uma criança?

Após vagar dias perseguido por uma criatura das trevas chamada Gmork, Atreyu decide procurar a ajuda de Morla, o ancião, o ser mais sábio de Fantasia. Só que Morla vive na Montanha Casco, que fica no Pântano da Tristeza. E mesmo que você não tenha assistido a "História Sem Fim", deve se lembrar da regra do Pântano da Tristeza: se ficar triste, você afunda e morre. Em uma das cenas mais comoventes e chocantes que vi na infância, Artax fica triste e afunda, para desespero de Atreyu. A expressão de tristeza do cavalo é algo que muitos atores globais não conseguem reproduzir. Se você, como eu, nunca entendeu por que Atreyu não afundou junto já que estava triste, o Google responde: é porque o Auryn o protegeu. Não é desculpa pra falha do roteiro, a explicação estava no livro original, ok? Se cada desafio enfrentado por Atreyu é um aprendizado para Bastian. O seu luto materno é o seu pântano da tristeza particular, no qual ele não pode se deixar afundar.

Atreyu encontra Morla, que na verdade é a própria Montanha Casco. Quando vem a revelação, Bastian grita de susto e é ouvido em Fantasia, na primeira interação entre os dois universos. Morla é uma tartaruga gigante velha e rabugenta que, assim como o velho da livraria, tem alergia à juventude. Os dois também são guardiões solitários da sabedoria que, mesmo a contragosto, indicam o caminho correto para os mais novos. No caso de Morla, a indicação é o Oráculo do Sul, que fica muito longe para Atreyu ir a pé. E como o livreiro disse para Bastian esquecer o livro, Morla diz para Atreyu desistir de sua missão.

A essa altura, as aulas já acabaram, a escola já fechou e um temporal se aproxima, mas Bastian está completamente imerso no livro, sofrendo, torcendo e dando conselhos para seu herói. Melhor propaganda pró-literatura já vista no cinema. Atreyu vaga pelo pântano e, a um passo de desmaiar e ser devorado pelo lobo mau Gmork, é salvo por Falkor, o sensacional dragão da sorte, ícone máximo do filme. Apesar de ser um dragão (com influências chinesas, mais pros lados de "A Viagem de Chihiro"), Falkor parece um enorme e simpático cachorro com movimentos mecânicos e fala mansa. Falkor gosta de crianças, sabe de tudo e dá conselhos para a vida, como: "Nunca desista e a sorte irá ao seu encontro". Falkor representa a esperança e a perseverança. E também o transporte necessário para Atreyu chegar ao Oráculo do Sul.

Com Falkor e o casal de duendes que vive ao lado do Oráculo, Atreyu também reencontra a amizade que o fará seguir em frente. Para atravessar o portal das esfinges, além da amizade, ele vai precisar demonstrar autoconfiança. As esfinges enxergam dentro do coração, armaduras elegantes não adiantam nada. Por um triz, ele consegue. Segunda fase: encarar o seu verdadeiro eu no Espelho Mágico. "Diante do verdadeiro eu, a maioria dos homens foge gritando". Atreyu vê no reflexo a imagem de Bastian. Passando desta fase, finalmente Atreyu chega ao Oráculo do Sul e descobre que, para salvar a Imperatriz, uma criança humana terá que batizá-la com um novo nome.

O vôo de volta de Atreyu e Falkor só perde no quesito "sonho de infância" para as bicicletas voadoras de "E.T.". Mas a turbulência do Nada interrompe o bucólico vôo e lança Atreyu para o mar. Longe de Falkor, ele perde sua sorte e seu amuleto. Lembre-se que Bastian odeia nadar. Atreyu se vê perdido numa praia ao lado do Gigante de Pedra, que está desolado. Seus amigos foram levados pelo Nada e suas mãos fortes e inúteis não conseguiram evitar. Trata-se do melhor discurso sobre impotência que eu já vi. Sobre ver a tragédia acontecer na sua frente e não poder fazer nada a respeito. "Eu fracassei", ele diz, e se entrega para o Nada. Mais um que se deixa consumir pela tristeza. "A História Sem Fim" é também uma baita lição de como lidar com perdas.

Atreyu vê toda sua história pintada na parede de uma caverna, como ilustrações de um livro, e descobre estar no lar de Gmork, o personagem responsável por esclarecer todas as questões abertas até aqui. Por que ele? Ora, porque a maldade sempre ensina. Porque todo conto de fadas tem que ter uma bruxa. Porque a criança tem que encarar o lado negro da força pra saber reconhecer o lado certo. Então quando um Atreyu sem esperanças diz ser incapaz de ultrapassar os limites de Fantasia para encontrar o garoto humano, Gmork dá a aula: "Fantasia não tem limites. É o mundo da fantasia humana. Cada parte, cada criatura é um pedaço dos sonhos e das esperanças da humanidade. Portanto, não tem limites. Fantasia está morrendo porque as pessoas começaram a perder as esperanças e a esquecer os sonhos. Assim, o Nada se fortalece." Entendeu ou quer que eu cole em um powerpoint?

Quando Atreyu finalmente pergunta "o que é o Nada?", Gmork responde com minha frase preferida do filme: "É o vazio que resta" (it's the emptiness that's left). Uma resposta que, para um filme infantil, equivale a um Hamlet completo. E ele complementa, indo além na metáfora política: "É como um desespero que destrói esse mundo. Pessoas sem esperança são fáceis de controlar. E quem tem controle, tem poder". Respeite um filme que abusa da metalinguagem e ainda coloca diálogos densos como este na boca de um lobo mau. Respeite um filme no qual a criança mata o lobo mau e passa o resto das cenas com um machucado sangrando no peito.

Mais uma vez salvo do Nada por Falkor, Atreyu vai ao encontro da Imperatriz com o peso do fracasso sobre seus ombros. Mas a sábia menina diz que ele teve sucesso, pois trouxe a criança humana com ele o tempo todo. A metalinguagem é explícita: "Ele partilha das suas aventuras e outros partilham das dele". Ou seja, Bastian faz parte. Você faz parte. Lendo agora aí no seu computador pode não significar nada, mas tente imaginar o impacto disso em um menino de 7 anos numa sala de cinema.

Fantasia está nas últimas e Bastian entra em conflito: é só uma história, não é real. Devo permanecer criança ou devo crescer? Devo sonhar ou devo manter os pés no chão? Devo ter fé ou devo ser cético? Qual é o momento certo de encarar a realidade e deixar a Fantasia morrer? Diante da súplica da Imperatriz, Bastian escolhe salvar Fantasia e lhe dá o nome de sua mãe. O nome que ele grita é Moonchild ("criança da lua"), mas o som sai abafado no meio do vento e dos trovões. No DVD brasileiro, por exemplo, a tradução atira pra todo lado: na legenda, inventaram que o nome é "Esperança", e na dublagem ele diz algo como "eu vou salvar você". Tudo errado. Bastava ler o livro de Michael Ende.

Com o último grão que sobrou de Fantasia, Bastian deve fazer desejos para reviver todo o reino. Seu primeiro desejo não é ressuscitar a mãe, como poderíamos supor. É voar com Falkor. Bastian respeita as regras do mundo da imaginação e aceita viver nele. Ele de vinga dos colegas da escola, revê Atreyu e Artax cavalgando epicamente e o Gigante de Pedra feliz e contente com seus amigos. A locução final explica: "Bastian teve muitos outros desejos e viveu muitas aventuras incríveis antes de finalmente retornar ao mundo comum. Mas isso é uma outra história." Ou seja, uma hora ele amadureceu. Só não era o momento certo ainda. Em resposta ao advogado do Homer, só na fantasia a história não tem fim.

O livro mágico dentro do filme é uma resposta às necessidades de quem lê - cada um aprende o que quiser com ele e assimila aquilo a sua maneira. Não é essa a essência da arte, seja o formato que for? No caso de Bastian, "A História Sem Fim" ensinou-o a superar a perda da mãe e, em última instância, a amadurecer no processo. Tudo isso no porão da escola. Então eu pergunto: o que ensinou mais a Bastian, os livros de fantasia ou as aulas de matemática?

No cinema, a história até continuou em sequências fracas, com histórias capengas e péssimos atores. Wolfgang Petersen, o talentoso alemão que dirigiu e co-roteirizou o filme, nunca mais voltou ao reino de Fantasia e agora se tornou diretor de aluguel de filmes como "Tróia" e "Poseidon". Os pequenos atores não ganharam aquele hype retrô dos ex-Goonies, embora merecessem (Noah Hathaway, o Atreyu, e Tami Stronach, a Imperatriz, são excelentes). Mas "A História Sem Fim" é mais do que um filme nostálgico da Sessão da Tarde. É um filme que explica porque eu me emociono sempre com recordações da infância. Voltar pra Fantasia de vez em quando é revigorante, e algumas músicas e alguns filmes têm o dom de me transportar para lá com uma facilidade impressionante.

Se você não teve a sorte de viver esta experiência quando criança, nem tente conferir agora. Você vai rir dos bonecos e dos efeitos e vai se perguntar por que diabos o Nada leva tudo embora menos a árvore onde Atreyu está agarrado. Isso porque você já abandonou Fantasia e já deixou o Nada te dominar. Mas não precisa afundar no Pântano da Tristeza por isso. Graças ao sucesso de "O Senhor dos Anéis", o cinemão está cheio de coisas como "As Crônicas de Nárnia" pra tentar ocupar a vaga, gastando milhões em horas e horas de filme pra tentar passar a mesma mensagem que esta pequena pérola de uma hora e meia passou em 1984. Com alguma sorte e boas indicações, pelo menos nossos filhos ainda podem ter uma infância feliz.


Barret Oliver, Wolfgang Petersen e Tami Stronach

7 comentários:

Luiz Antônio Gusmão disse...

rapaz, nunca via história sem fim. passava no sbt sempre tarde da noite, depois daquele programa horrível do silvio santos q eu adorava, o topa tudo por dinheiro. sempre inédito "pela primira vez na televisão", bem como o mcquade - olobo solitário. q eu tb nunca vi...

Aninha disse...

Nossaaa, muita coincidência ler sobre a História sem fim hj. Entrei no blog por acaso, depois de um bom tempo e vi este post. Justo hj q eu e meu irmão, saudosos da nossa infância, lembravamos dos bons filmes da época. Comentamos e tudo da cena mais triste do filme, que é a do cavalo afundando no pântano (Confesso q até hj tenho medo de encontar areia movediça).Esse filme é um clássico e lembra muito a minha infância. Acho que foi um dos meus primeiros filmes visto no cinema (devia ter 6 anos... agradeço aos meus pais por terem bom gosto e me proporcionarem a sorte de viver esta experiência). Lembro tb do meu desespero, achando que o filme nunca ia ter fim mesmo e eu querendo ir no banheiro...rsrs (prova de que naquela época éramos crianças inocentes mesmo). Adorei o texto! Paarbéns!

Luis Adriano disse...

Eu tinha feito uma lista de filmes para comentar no meu Blog sobre alguns "clássicos". Não posso deixar de acrescentar esse à lista, pois eu me lembro bem de quando era pequeno e esse filme era exibido no Cinema em Casa, no SBT, várias vezes - acredito que com mais frequência do que A Lagoa Azul, que também não foi incluída na lista ainda.

Explique-me como funciona o seu Blog... tem mais postagens sobre filmes? Só vi 8... gostaria de comentar em algum que eu me lembre com maior nitidez...
=)

http://literaturaecinema.blog.terra.com.br/

El Cabrón disse...

Muito bom o Blog e sua concepção visual! Vou adicionar aos meus links de favoritos. Conheci ele por conta do Luiz Thunderbird, amigo do meu tio que foi um guitar e fundador da primeira banda de psychobilly do Brasil: Kaes Vadius.
Vamos nos falando mais!
boa semana!

http://fotogramaexperimental.zip.net

melimaenomenon disse...

Cara, LEIA o livro o/

Também assisti até encher o saco quando criança mas só prestei atenção mesmo quando vi uma vez na sessão da tarde no começo da minha adolescência... fiquei fascinada!Mas na época não tinha DVDs, muito menos pra vender a R$12,99 em qualquer loja na esquina, então pense no que meus pais não ficavam "P da vida" quando eu insistia, mais uma vez, em alugar esse filme que eu já tinha visto tantas e tantas vezes, inclusive decorado as falas... até que minha mãe achou e comprou o VHS pra mim. Depois descobri que existia o livro e fui atrás; mais de dois anos depois consegui comprar. E, sinceramente, lê-lo foi uma das melhores experiências da minha vida! Com 19 anos na cara eu terminei o livro imaginando se alguém tambem estaria vivenciando minhas aventuras hahaha!


ADOREI o post :)

Tania Mara disse...

adorei o seu texo! realmente é uma historia facinante a desse filme...
é uma pena q as crianças de hoje tenham deixado a fantasia acabar tão cedo... eu tenho 23 anos e o nada ainda não conseguiu me pegar,me emociono e aprendo com o filme até hoje!rsrs
grande abraço e parabens pelo blog!

Vinicius Claudio disse...

Excelente análise.
Lembrei do dia em que assisti a esse filme, locado à dura pena na locadora, e a sala da casa minha amiguinha lotada de moleque! História Sem Fim é um clássico.